Depressão

Depressão

Depressão é uma palavra frequentemente usada para descrever nossos sentimentos. Todos se sentem angustiados de vez em quando, ou muito alegre às vezes e tais sentimentos são normais. Logo, a depressão enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento.

Uma boa comparação que podemos fazer para esclarecer as diferenças conceituais entre a depressão psiquiátrica e a depressão normal seria comparar com a diferença que há entre clima e tempo.

O clima é o estado de humor e o tempo às variações que existem dentro dessa faixa. O paciente deprimido terá dias melhores ou piores, assim como o não deprimido.

Ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso. Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente.

Os sintomas da depressão são muito variados, indo desde as sensações de tristeza, passando pelos pensamentos negativos até as alterações da sensação corporal como dores e enjoos.

Contudo, para que se faça o diagnostico é necessário um grupo de sintomas centrais:

– Perda de energia ou interesse;

– Humor deprimido;

– Dificuldade de concentração;

– Alterações do apetite e do sono;

– Lentificação das atividades físicas e mentais;

– Sentimento de pesar ou fracasso.

Os sintomas corporais mais comuns são sensação de desconforto no batimento cardíaco, constipação, dores de cabeça, dificuldades digestivas. Períodos de melhora e piora, eles são comuns, o que cria a falsa impressão de que se está melhorando sozinho.

Outros sentimentos que podem vir associados aos sintomas centrais são:

– Pessimismo;

– Dificuldade de tomar decisões;

– Irritabilidade ou impaciência;

– Inquietação;

– Achar que não vale a pena viver;

– Desejo de morrer;

– Chorar à toa;

– Sensação de que nunca vai melhorar, desesperança;

– Sentimento de pena de si mesmo;

Para se afirmar que o paciente está deprimido tem-se que afirmar que ele sente se triste a maior parte do dia, quase todos os dias, não tem tanto prazer ou interesse pelas atividades nas quais apreciava.

A causa exata da depressão permanece desconhecida. Eventos desencadeantes são muito estudados e de fato encontra se relação entre certos acontecimentos estressantes na vida das pessoas e o início de um episódio depressivo. Contudo, tais eventos não podem, ser responsabilizados pela manutenção da depressão. Na pratica a maioria das pessoas que sofre um revés se recupera com o tempo. Os eventos estressantes provavelmente disparam a depressão nas pessoas predispostas, vulneráveis. Exemplos estressantes são: perda da pessoa querida, perda de emprego, mudança de habitação contra vontade, doença grave etc.

O que torna as pessoas vulneráveis ainda é objeto de estudos. A influência genética como em toda medicina é muito estudada. Estudos recentes mostram que mais do que a influência genética, o ambiente durante a infância pode predispor mais as pessoas. O fator genético é fundamental.

Raquel Cristina D' Marco

Psicóloga Clinica e Hospitalar. Especialista em Psicossomática. Graduanda em Saúde Mental e da família.

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